quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

GIL RODRIGUEZ - "O artista dos índios".

 
 GIL RODRIGUEZ DOS ÍNDIOS

Ele é conhecido como "o artista dos índios", pois, retrata de forma quase visceral, os índios tupinambás e outra etnias. Seu nome é Gildasio Rodriguez, nascido na cidade de Alagoinhas. Gil, como é carinhosamente chamado, se considera um autodidata. Começou a desenhar aos oito anos de idade, personagens de quadrinhos, desenvolveu gosto pela arte na adolescência pintando temas como paisagens, animais, personagens da história do Brasil, negros e índios, participando de vários cursos de pintura, inclusive com o professor de artes plásticas de Salvador Edson Calmom.
 
Desenvolveu um estilo próprio com uma temática indígena procurando retratar um pouco da cultura do nosso país, tendo vários de seus trabalhos vendidos a países da Europa onde participou de  exposições. Entre elas: EXPOSIÇÃO COLETIVA DE PINTURAS (TRAJECTOS) ALENQUER, ENCONTROS NAS ARTES(GALERIA DE OURÉM) Junto ao castelo de Ourém e TALENTOS DO BRASIL (PALÁCIO DA INDEPENDÊCIA DE LISBOA) e BRASIL COFFEE HOUSE (NOVA YORK).
 
 
 Também expôs no 4º SALÃO DE ARTES DA BAHIA, TEATRO MUNICIPAL DE ILHEUS, CASA DOS ARTISTAS, ACADEMIA DE LETRAS, SALÃO DO AEROPORTO, CINE ITACARÉ, HOTEL EDÉM VILLAGE e BATACLAN. 
 
 FONTE: http://aculturadagente.blogspot.com.br/

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

IPAC - INSTITUTO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO E CULTURAL DA BAHIA

 
 
1.O que é o IPAC?
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) é uma autarquia vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), e atua de forma integrada e em articulação com a sociedade e os poderes públicos municipais e federais, na salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis, na política pública estadual do patrimônio cultural e no fomento de ações para o fortalecimento das identidades culturais da Bahia.

2.O que é patrimônio cultural?
Patrimônio Cultural é tudo o que faz parte da construção histórica e cultural do ser humano em um determinado espaço físico, entendendo-se cultura como complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.

3.Qual a diferença entre patrimônio material e imaterial?
Materiais seriam prédios, monumentos, conjuntos urbanos, artefatos, obras de arte, entre outros. Já os imateriais são aqueles cuja existência depende da contínua ação humana, ou seja, o conjunto das práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas.

4.O que é registro? O que é tombamento?
Registro e tombamento são instrumentos legais de proteção do patrimônio cultural. O tombamento se aplica aos bens materiais – edificações, monumentos, objetos, ou seja, significa um conjunto de ações realizadas pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica (Lei Estadual nº. 8.895, de 16 de dezembro de 2003), bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados. Estes bens devem possuir valor de preservação para todo o Estado da Bahia. 
 Já o registro é aplicado aos bens culturais imateriais – festividades, ofícios e técnicas, saberes e outras expressões culturais. A função desses instrumentos, além de atestar a qualidade do bem e sua importância para o conjunto da sociedade, é protegê-los da ação humana predatória, garantindo a permanência da memória e da identidade social de um determinado local ou comunidade.

5.Quem pode solicitar um tombamento?
Qualquer pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, pode solicitar a preservação de bens culturais localizados no estado da Bahia. O pedido é feito através de correspondência dirigida à Diretoria do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

6.Quais são os critérios para tombar ou registrar um bem?
Para se tombar ou registrar um bem cultural, dois critérios são fundamentais: a singularidade e a excepcionalidade.  Um bem é singular quando detém características que lhe dão um caráter único, original, dentro de um universo de elementos similares. É excepcional quando apresenta qualidades técnicas, artísticas e estéticas de grande valor, excepcionais que o distinguem de outros.

7.Quais são os benefícios do tombamento ou registro?
Bens tombados ou registrados recebem alguns benefícios diretos como o acesso a fontes de financiamento público para conservação e restauro (bens materiais); incentivo e promoção (bens imateriais). Além disso, um bem preservado, oferece à comunidade onde está inserido um caráter peculiar, original e singular que a distingue de outras comunidades. Isso lhe garante uma identidade forte que pode e deve ser usada como mola para o turismo sustentável.

8.Perderei meu bem caso ele seja tombado?
A propriedade do bem não é alterada, permanecendo com o proprietário do imóvel a responsabilidade de manutenção e conservação do mesmo.

9.Posso alugar ou vender um bem tombado?
Pode, porém deverá informar ao novo inquilino ou proprietário, do regime de proteção que se aplica ao bem.

10.Posso reformar o meu bem após o tombamento?
Pode, porém toda e qualquer intervenção (construção, restauração, reforma) deverá ser submetida à aprovação prévia do IPAC.

http://www.ipac.ba.gov.br/


terça-feira, 19 de junho de 2012

GRIF - Grupo Inspiração Feminina


QUEM SOMOS

O Grupo Inspiração Feminina, conhecido como GRIF, nasceu há 10 anos, na cidade de Alagoinhas, na Bahia, por iniciativa de 12 mulheres. A idéia na época, e que se mantém até hoje, era de ocuparmos nossos espaços de cidadania plena e trazermos para a sociedade o debate sobre questões do gênero.
Com o passar do tempo, o grupo percebeu um esvaziamento das mulheres nas atividades planejadas. Naquele momento, foi preciso iniciar uma reflexão sobre o futuro do GRIF, chegando à conclusão de que era necessária a realização de ações que levassem à geração de renda. Optando pelo artesanato, começamos a estimular a formação de vários grupos de produção e feiras de exposições e comercialização em alguns bairros da cidade.
Os vários grupos foram convidados a participar de um curso para decidirem o tipo de organização que pretendiam constituir, associação ou cooperativa, por exemplo. Participaram do curso cerca de 70 artesãs. Depois disso, nós, mulheres do GRIF, formamos uma comissão provisória para dar início ao processo de criação de uma cooperativa. Nesse processo, a comissão provisória para dar início ao processo de criação de uma cooperativa. Nesse processo, a comissão provisória contou com a parceria da Cooperativa Fibras do Sertão (Cooperafis), da cidade de Valente, na Bahia. Além do modelo de estatuto emprestado pela cooperativa, nos deram a sugestão de iniciarmos um processo de produção e comercialização coletiva. A Cooperafis sugeriu, também, que fosse definido um produto para ser o “carro chefe” do GRIF e, só depois desse exercício, tornássemos a cooperativa uma realidade.
O GRIF era ainda um grupo informal, quando no dia 30 de janeiro de 2010 foi realizada a assembléia de fundação da Associação Grupo Inspiração Feminina. A partir dessa data, o GRIF começou sua caminhada para se tornar, em breve, uma instituição juridicamente constituída.
O trabalho desenvolvido pelo grupo vem conseguindo gerar renda para o seu quadro social, aumentando a auto-estima das trabalhadoras com a produção e a comercialização de produtos artesanais, feitos com a utilização de materiais orgânicos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade (produtos encontrados no bioma local). Além disso, também direcionamos nossas ações para a valorização e para o resgate da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação da roça, resgatando práticas tradicionais de fabricação de doces que estão sendo esquecidas. Hoje, nós do GRIF podemos nos orgulhar de nossas conquistas, insistindo nessa força que continua a nos mover em busca de melhorias constantes, para nós, para a cidade em que vivemos e para o mundo do qual somos parte essencial.

 
SUSTENTABILIDADE E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE

Os materiais que dão vida aos produtos do GRIF vêm de diversas partes da natureza. Tudo reutilizado de forma consciente e com respeito ao meio ambiente. De materiais dispensados na cozinha, passando a variedades encontradas nos quintais, nas sobras de feiras livres até folhas e sementes recolhidas nas ruas ou matas próximas. Tudo se torna matéria prima minuciosamente trabalhada por nós, mulheres artesãs.
De nossas casas, por exemplo, pegamos a casca da cebola que foi descascada, a casca do ovo, ou a palha de alho. Dessas matérias originam-se muitos dos cartões postais colados a mão, entre outros produtos. Pelas ruas sempre nos deparamos com folhas secas, pequeninos galhos secos (garracho), sementes, pedrinhas e pétalas de flores a partir dos quais criamos as figuras que caracterizam nossos produtos.
Na zona rural vem a palha de bananeira, a manta do coco, a casca da mandioca, a casca de madeiras secas, mais sementes, musgo das laranjeiras, do cajueiro ou do dedenzeiro. Além de trabalharmos nossos produtos, ajudamos no manejo de plantas que estão sumindo da região. Nesse processo, já participamos de uma oficina sobre manejo pela Rede Bodega (BA), porque já entendemos que, de onde se tira e não se repõe um dia pode faltar.
No mar encontramos as conchas que se transformam em brincos e detalhes de quadros e  as algas que também entram em composição de desenhos.
Independentes do local de onde retiramos nosso material têm a mesma certeza do cuidado e amor que devemos ter com a Mãe Natureza. Orientamos nossas mulheres sobre a época boa de coletar cada matéria-prima, observando com cuidado para não agredir a natureza. Nunca colher folhas verdes ou tirar uma flor para deixar seca em casa, são recomendações seguidas. Conseguimos facilmente matérias-primas porque a natureza dispensa todos os dias muitas folhas, sementes e galhos. E se ela dispensa, nos dá permissão para reaproveitá-las e assim ajudarmos não só o grupo, mas o meio ambiente.

 
A FORÇA DAS MULHERES

Nossas vidas mudaram e continuam mudando sempre que aprendemos algo novo. Aprendemos a enfrentar nossos desafios, seja dentro de casa, dividindo as angústias ou a falta de renda familiar. Uma foi ajudando à outra nos momentos que mais precisávamos. O que mudou na nossa vida com isso? Fortalecemos-nos e hoje temos um trabalho que rende algum lucro, mas ainda tem um longo caminho a percorrer. Um trabalho que pode e precisa melhorar. Ainda lutamos diariamente para que a qualidade e o valor dos nossos produtos sejam reconhecidos.
Nós, mulheres, já conquistamos muito espaço no mercado de trabalho em vários campos, mas ainda lutamos por um reconhecimento, principalmente, uma remuneração com igualdade em relação aos homens. A busca por nossa valorização, da nossa mão de obra, é o que pretendemos conquistar com esse trabalho, abrindo espaços para divulgação, comercialização e assim estimulando ainda mais o trabalho feminino e a produção com qualidade.


 TRABALHO COOPERADO E DEMOCRÁTICO

Começar um trabalho em cooperativa, com atividades autogestinadas, não é fácil no início. Com o tempo, torna-se um processo de adaptação em uma nova economia (a Economia Solidária) e de descoberta de outra forma de se trabalhar. Com sabedoria e união as coisas vão se encaixando e os sonhos vão se realizando porque o mais importante num trabalho de muitos é que todos sonham juntos.
Nossa experiência de cooperativa está ainda nos primeiros passos, mas já percebemos os bons resultados que brotam dessa forma de organização, abrindo mais espaço de trabalho para as mulheres de Alagoinhas, gerando renda e melhorando a auto-estima das trabalhadoras, que se sentem cada dia mais capazes.


 GRIF - Grupo de Inspiração Feminina

Neide Alves - Coordenadora geral e artesã (neidedagrif@gmail.com)
Pauline Fernandes - Secretária executiva e artesã (paulineartesanato@hotmail.com) 
Elizete Santos - artesã
Jeonice Batista - artesã
Raissa Alves - artesã
Ubiraildes da Silva - artesã

End.: Travessa João Amorim, 160 - Bairro Santa Isabel
CEP 48107-999 - Alagoinhas - Bahia

contatos:
75 - 8102-3942
75 - 9933-0160
75 - 9100-0793
75 - 3181-4425

Endereço eletrônico: grif@oi.com.br

Texto do Catálogo de Produtos GRIFF

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Samba de Roda do Burí - Uma expressão maior da cultura popular de Alagoinhas.


Era fim de tarde. O sol já começava a se esconder, quando decidi ir à casa de dona Maria do Carmo. O motivo da inesperada visita era conhecer um pouco sobre o samba de roda do Burí. Pude perceber ao longo da conversa, que dona Maria do Carmo, professora há mais de 30 anos, tinha uma trajetória que ora se confundia com a história e o crescimento daquele po-voado, ora com a preservação da tradição local representada pelo grupo de samba de roda. 


O vestido florido, de certa forma estampava a simplicidade daquela mulher, que me recebeu com toda disposição. O que poderia ser uma pretensiosa entrevista enfadonha, foi na verdade um bate-papo descontraído e engraçado. O sorriso aberto, e a alegria de falar sobre o Burí, lugar onde nasceu, e criou-se, e ainda, onde desde 1977 exerce sua profissão, deixou dona Do Carmo muito à vontade para falar sobre o prazer de fazer parte do samba de roda da sua comunidade. É tanto, que sem modéstia alguma afirmou logo de cara: “sou eu que sacudo mais o grupo”, e em seguida, soltou com deboche uma forte gargalhada. Então, foi possível perceber que ali, onde estávamos, naquela pequena varanda, não havia espaço suficiente para a enorme satisfação de dona do Carmo em falar sobre o samba de roda e sobre o Burí: - “Lá é um lugar assim (...) se você não conhece, você vai gostar. O Burí é muito bom.”


Dona Maria do Carmo é educadora no Burí, desde quando seu Faustino Bispo criou a primeira escolinha daquele lugar, feita de taipa, à qual deu o nome de Senhor do Bonfim. E é sambadeira desde criança. Através de seu pai que tinha um pandeiro, ela pegou o gosto pelo samba, que já vinha sendo passado de geração a geração. Segundo a professora, o morador mais velho do Burí, Seu Vítor, afirma que seus antepassados, os primeiros a morarem naquela região, eram descendentes de escravo. O samba de roda é uma manifestação cultural que possui forte vínculo com a cultura africana trazida pelos escravos, que viam trabalhar no Brasil, à época da colonização. Devido a sua importância histórico-cultural, o samba de roda foi tombado em 2005 como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Leve-se em conta que a roda de samba sempre serviu como forma de diversão e de comemoração nas comunidades rurais, nas roças do Burí não foi diferente. Sempre depois da reza vinha o samba de roda. Se tinha um caruru, depois fazia-se um samba, se tinha queima da Lapinha, todo mundo sambava. No povoado do Burí, que tem esse nome por causa de uma árvore parecida com um coqueiro, chamada burí, a maioria da população vive do cultivo e da comercialização de produtos feitos da mandioca, como o beijú, a tapioca, o carimã e a farinha. 


O grupo Raízes da Terra do Burí quando se apresenta reúne mais de quarenta pessoas, entre tocadores, as mulheres que sambam e cantam e os jovens e as crianças que não dispensam a folia. A maioria das pessoas que compõem o grupo é morador da localidade. “- Eu me sinto muito feliz. Com o samba posso levar alegria aos jovens e adultos. E quando eu vejo as crianças participando, eu vejo que aquilo ali não vai morrer. Eles gostam”, diz a professora. Enquanto os homens tocam os instrumentos, a viola, o timbau, o cavaquinho, o pandeiro e o agogô, as mulheres no meio da roda, com suas saias coloridas, sambam e batem palmas. O grupo costuma se apresentar quando é convidado por instituições, não cobra para participar dos eventos, tendo apenas como retorno, o prazer de mostrar sua cultura e levar alegria ao público. 


Em meio à conversa com dona Maria do Carmo, ligeiramente a tarde tornou-se noite. Então ela levantou-se e entrou em sua casa para acender as luzes da varanda. De quebra, trouxe um caderninho; nele estava os sambas antigos, que um dia ela ouviu seu pai cantar, e que com certeza, um dia ele também aprendera com os pais dele.  

A vontade de preservar o samba de roda, as raízes culturais do Burí, se resume na última frase de Maria do Carmo: “Quem sabe no futuro, nossos filhos, nossos netos continuem fazendo o samba. Seria muito bom.”
Pedi licença para copiar alguns versos dos sambas que estavam no caderno. E cheguei a uma conclusão. Enquanto houver o amor e a dedicação dos moradores do Burí em fazer o seu samba de roda, como pude perceber naquela rápida conversa com dona Maria do Carmo, ele com certeza não deixará de existir.

"Vem cá morena, vem me cantar, Oh.. morena segura esta saia,não deixa cair...eta..eta..Não deixa parar este samba,é pagode ele veio pra ficar, Sapateia morena do meu coração..eta..eta Rebola as cadeiras e não diga que não.. Oh morena bonita eu vim te amar.. Eu te encontro na Praça da Sé...é o samba do Burí, este veio pra ficar."

 Texto: Aline Santos - Caderno Cultural Expresso 18 - Setembro/2011
Fotos:www.teatrobac.blogspot.com

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OLEGÁRIO GOUVEIA - Alagoinhas bem representada no cenário nacional da caricatura.


Desde que era apenas uma criança, os rabiscos feitos em cadernos alheios já demonstrava o dom de Olegário Gouveia. Nascido e criado na cidade de Alagoinhas, Olegário é o que podemos chamar de arte viva. Os primeiros traços, ainda na escola primária, foram se aperfeiçoando, e hoje, o artista desponta como um dos principais nomes nacionais na arte de fazer caricaturas.


O termo Caricatura vem do italiano (caricare), que significa carregar, acentuar, sublinhar. Esse “modo” de desenhar faz parte de um movimento que busca, através de um desenho, salientar traços marcantes e peculiares. Diferente de uma fotografia - que representa o “real” - a caricatura se refere à interpretação artística e particular de cada caricaturista, representando pessoas com o intuito de expressar efeitos cômicos.

Em 2001, época em que foi chamado para o Serviço Militar, Olegário começou a criar e expor caricaturas dos soldados no quartel para o qual ele prestava serviço, mas só em 2007, assumiu a profissão, tendo o seu trabalho apresentado por uma emissora nacional, em pleno Carnaval de Salvador.

Nesta última segunda – feira, 02/04/2012, ele comemorou cinco anos de profissão. Atualmente, divulga todo o trabalho através de um blog e das redes sociais. Além disso, ele realiza trabalhos para empresas de todo o Brasil e trabalhos individuais.

Para conhecer e contratar o trabalho de Olegário Gouveia acesse:


texto:ASCOM - Assessoria de Comunicação / PMA

quinta-feira, 22 de março de 2012

Maestro Alcides Lisboa - Membro da Academia de Cultura da Bahia



Alcides Lisboa - Regente e Pianista. Iniciou seus estudos clássicos com a profª. Lourdes Szabó, mais tarde graduou-se em piano pela Universidade Católica de Salvador. Neste período estudou também composição na UFBA, com Lindembergue Cardoso e Agnaldo Ribeiro. Em 85 e 86 ganhou bolsa de estudos, pela Fundação José Carvalho, para Kennesaw State University, Georgia – EUA. Lá estudou piano com David Watkins, composição com Steven Everett e JAZZ com Jerry King. Nos Estados Unidos tocou Villa-Lobos em Washington (Conservatório Levine) e Atlanta (Skyland Hall) concluindo o extenso roteiro artístico do programa.

Em 1993 foi aprovado para bolsa de estudos no Conservatório da Universidade Johannes Gutemberg em Mainz na Alemanha, onde cursou regência com o maestro Joshard Daus, piano com a pianista Poldi Mildner e Metodologia de Meninos Cantores com o prof. Mathias Breitschaft permanecendo até o ano de 1994, quando também se apresentou em Colônia, Mainz, Munique, Bremen e Stuttgart. Alcides Lisboa se apresentou na Argentina como regente no Festival Cantapueblo 2008, foi organista da capela de Vengen na Suíça, na Missa solene de Natal de 1993, e ministrou Master Class “O Piano Popular do Brasil”, na Universidade Lund na Suécia em março de 1999. No FESTIVAL BACH de 1999, em Stuttgart – Alemanha, foi um dos regentes selecionados, dentre candidatos de diversos países, para a regência de quatro cantatas de Johann Sebastian Bach, sob a orientação de Helmuth Rilling - famoso especialista na obra do Mestre de Leipzig.

Em dezembro de 1999 foi condecorado pela marinha do Brasil pelos serviços culturais e artísticos prestados à sociedade baiana e à marinha brasileira. Atualmente Alcides Lisboa exerce intensa atividade como maestro, pianista e arranjador.


O silêncio é a ausência de discurso sonoro ou é aquilo que não foi dito?

Poucas pessoas já tiveram a oportunidade de “ouvir” o silêncio absoluto. O silêncio que comumente conseguimos à noite ou em salas fechadas é, na realidade, repleto de ruídos e sonoridades sub-harmônicas.

Já tive a oportunidade de sentir a pungência do silêncio absoluto no fundo de uma mina de cobre, a 550m abaixo do nível do mar. Chega a ser assustador! Os ouvidos zumbem à procura de um referencial qualquer, sem encontrar nada que o ampare. A sensação de vazio é total. Deve ser assim também no espaço exterior.
Agora, voltando ao nosso velho, incompleto e comum silêncio cotidiano, vamos falar do seu papel no contexto musical.

É incrível a importância que ele exerce na música, do lado de lá e de cá da platéia. O que, a priori, parece ser a negação da música é na verdade um de seus grandes recursos.
Aquele instante em que o maestro ergue a mão, pedindo atenção e preparando a sonoridade inicial, deixa qualquer um de respiração presa! Naquele momento o silêncio pesa tanto quanto um fortíssimo orquestral.

Da mesma forma, no término da obra quando o maestro, em um gesto espiralado, corta a sonoridade e mantém a mão no ar alguns instantes. É um momento de pura musicalidade, onde o silencio emoldura e valoriza a música!

Compositores de todos os estilos e gêneros usaram, muitas vezes de forma genial, o silêncio. Uma pausa geral, por exemplo, no meio de uma obra para grande coro e orquestra tem um efeito de expectativa e interrogação estarrecedor.

Beethoven, Mozart, Debussy e Villa-Lobos, dentre muitos grandes compositores, fizeram o uso inteligente da pausa. Também na música de Jazz se faz um uso brilhante do silêncio (Miles Davis esperava até o último instante para intervir, da maneira genial que a história registrou, deixando a audiência de fôlego suspenso).

O silêncio também pode ter musicalmente um caráter meditativo e reflexivo. No final de um movimento o compositor, através do maestro, nos oferece instantes de silêncio para assimilação e reflexão do abstrato e subjetivo discurso musical.

É como se a obra musical dissesse naquele instante de silêncio: “Eis os afetos e emoções que eu precisava dizer neste capítulo, reflita um pouco para podermos prosseguir!”
Talvez, quem sabe, alguém divida comigo o conceito de que o silêncio não é o nada se manifestando, mas sim aquilo que não foi dito pelo cosmos!

Muita música para todos!
Alcides Lisboa

Alinne Rosa, do Cheiro de Amor, trocou o axé pela música clássica na noite dequarta-feira (19/10/11). A cantora se apresentou ao lado do Maestro Alcides Lisboa e da Orquestra Sinfônica da Bahia durante um concerto no Teatro Castro Alves, em Salvador. Participaram também da noite especial o guitarrista Armandinho e o coral do colégio Anchieta.



Reflexão
... “De uma classe especial de música dá gosto ver a eficácia social que desenvolve: a coral. Esses rapazes e moças que depois do horário no banco, na escola, na oficina, se reúnem para honrar o nobre emprego da voz acima das funções primárias de comunicação, me deixam confiante no ser humano. Dão ao tempo disponível um uso que exclui o mero lazer individual. Abrem mão da vaidade do sucesso pessoal em proveito de um resultado coletivo que despersonaliza o esforço de cada um. O próprio vestuário com que se apresentam em público tem o sentido de anulação de particularidade. Na orquestra sinfônica, o traje comum dos executantes tem a diferenciá-los a variedade dos instrumentos que manejam. Mesmo nos naipes dos violinos, por exemplo, a diferenciação não desaparece de todo, em seus setores. No coral, todos os componentes são um só, e se a determinado elemento se confia à tarefa de solar, essa é uma aparição limitada, que se destaca e logo se absorve na massa indistinta. O coral é modesto por excelência”...
Carlos Drummond de Andrade
Da crônica “DE MÚSICA E DE PRÊMIOS”


www.balcaodomusico.com.br/profile/AlcidesLisboa


A Academia de Cultura da Bahia realizou nesta sexta-feira, dia 17 de dezembro de 2010, a solenidade de posse do Maestro Alcides Lisboa. A cerimônia foi realizada na Capela do Colégio Dois de Julho - Garcia.
Maestro_Alcides_Divulgao


O Maestro Alcides Lisboa é paulista, radicado na Bahia desde 1975 e formado pela Universidade Católica do Salvador, especializou-se na Geórgia University e Johannes Gutenberg Universutät. Já regeu concertos no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Suécia, Alemanha e Suíça. Atualmente Alcides Lisboa exerce intensa atividade como maestro, pianista e arranjador dos Corais dos Colégios Anchieta e São Paulo.